A Agência Holística de Depuração · Volume III

A Conta Que Ficou

O caderno III da trilogia

Alguns sistemas parecem resolvidos porque ninguém voltou a fazer a pergunta certa. No terceiro ano da agência, João e Clara investigam incidentes cuja aparência de normalidade esconde contas ainda abertas. Modelos aprendem com um passado inadequado, cópias de segurança pedem mais que confiança e documentos podem guardar uma versão conveniente da realidade. Clara divide o protagonismo das investigações com João, trazendo o próprio método ao trabalho. Entre humor, cadernos e consequências, a trilogia acompanha o que permanece depois de um conserto, inclusive para quem assina o diagnóstico.

Capa de A Agência Holística de Depuração: A Conta Que Ficou

Uma amostra da investigação

O caso começa aqui.

Modelos de machine learning aprendem com o passado e agem no presente, da mesma forma que pessoas que passaram por traumas aprendem com o trauma e agem nos lugares onde o trauma não aconteceu. A diferença é que pessoas, eventualmente, fazem terapia. Modelos são retreinados por engenheiros apressados, usando dados que ninguém questionou, num sprint de duas semanas, e ninguém pergunta ao modelo se ele está bem.

Marcela Antunes era diretora de crédito de uma fintech de empréstimos pessoais chamada CréditoVia. Ela não trouxe um problema técnico. Ela trouxe uma anomalia que havia demorado dezoito meses para conseguir nomear.

Trecho da abertura de A Conta Que Ficou, de Kleber de Oliveira Andrade.

Sobre o autor

Kleber de Oliveira Andrade

Escritor, desenvolvedor e fundador e CEO da Koativa. Mestre e doutor em Engenharia pela EESC/USP, aproxima tecnologia, humor e as escolhas humanas por trás do software. Sua experiência inclui 12 anos de docência no ensino superior.

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